
A Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (11), a Operação Exarmatio, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pelo comércio ilegal de armas de fogo em Feira de Santana. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado Deivid Lopes, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), explicou que a investigação começou após a polícia identificar que um homem, no Rio de Janeiro, estaria coordenando o envio de armas para Feira de Santana.
As investigações apontaram que Feira de Santana era utilizada como ponto de distribuição do armamento. Segundo o delegado, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre integrantes responsáveis pela logística financeira, transporte e circulação das armas.
“A gente identificou que um indivíduo tinha um papel de comando dentro daquele grupo e, a partir dali, a gente tinha uma logística financeira, com pessoas responsáveis pela coleta dos valores arrecadados a partir dessa distribuição, além de uma logística de transporte, que eram pessoas que não necessariamente transportavam o armamento, mas contribuíam de alguma forma para que aquele armamento circulasse dentro da cidade.”
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, documentos, cartões bancários e quatro veículos ligados a integrantes do grupo. Os materiais serão analisados para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações.
Segundo o delegado, foi aprovado, através de medidas judiciais, o bloqueio de R$ 38 milhões do grupo, o que mostra também o viés de alcance financeiro da investigação. “Hoje, a Polícia Civil busca trabalhar com a investigação num viés moderno, em que não se objetiva apenas alcançar o ilícito por si só, mas sim o lucro desse ilícito”, afirmou.
Em Feira de Santana, as equipes estiveram nos bairros Novo Horizonte, Parque Ipê, Renascer e Campo Limpo. Nenhuma prisão foi realizada nesta primeira fase, já que a operação teve como foco a coleta de provas para as próximas diligências.



