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Conselho Nacional de Educação debate a normatização de atividades durante a suspensão de aulas no Brasil

O Conselho Nacional de Educação (CNE) promoveu uma webinar (seminário on-line em vídeo), nesta quarta-feira (08/04), para discutir com a comunidade educacional alternativas de aprendizagem que possam ser normatizadas pelos estados e municípios, no período de suspensão das aulas em todo o Brasil, devido a prevenção e combate ao Coronavírus (COVID-19).

A iniciativa contou com a parceria do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), do Banco Mundial e da organização Todos Pela Educação. Acompanhando o seminário, o secretário da Educação do Estado (SEC), Jerônimo Rodrigues, enfatizou as ações do Governo do Estado em mobilizar os estudantes baianos com diversas atividades. “Estamos, frequentemente, reunidos com diversas frentes da Educação para tentarmos buscar alternativas de aprendizado para os nossos estudantes.

Ao mesmo tempo, já estamos agindo com  a criação de roteiros de estudos e plataformas on-line, apresentando conteúdos para a Educação Básica e para o Ensino Superior,  além de ações das próprias unidades escolares que estão com gestores e professores engajados neste difícil período”, disse.

O presidente do CNE, Luiz Roberto Liza Curi, destacou a importância de estados e municípios estudarem atividades que possam ser normatizadas e validadas de forma a qualificar a educação. “Existem ferramentas como internet, TV, rádio e telefone que podem ser utilizados como estrutura para levar a educação aos estudantes, assim como um material didático qualificado para o momento. Mas é preciso que haja normatizações que assegurem a validade desse aprendizado. A CNE se coloca à disposição para orientar, fornecer diretrizes e indicar procedimentos dentro da legislação para que isso aconteça”, ressaltou.

A presidente nacional do CONSED, Cecília Motta, falou que o objetivo é minimizar o impacto da suspensão das aulas. “Nós sabemos que haverá prejuízos, mas temos que procurar soluções que diminuam as perdas neste momento. Há necessidade que as redes de Educação municipais e estaduais se organizem preparando os estudantes, a escola e os familiares para a quarentena. Temos que ficar atentos, ainda, para a voltas às aulas, identificando os alunos que, por algum motivo, não conseguiram acompanhar as atividades durante este período.

A presidente-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, falou das reflexões que devem ser feitas no ensino remoto. “Esta solução de ensino pode contribuir bastante, mas seu efeito é limitado se não tivermos uma normatização. Temos que avaliar as condições de acesso em função da realidade dos estudantes e, também, entender que o ensino remoto não é sinônimo de aula on-line. Há várias formas de estimular esta aprendizagem, sabendo que, em qualquer situação, o professor é central neste processo”, avaliou. (Bahia Noticias)

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