
Depois dos depoimentos dos irmãos Miranda, a CPI da Covid deve aprofundar as investigações sobre compras suspeitas de vacinas pelo Governo Federal. Há a suspeita de preços muito acima do esperado cobrados por laboratórios brasileiros para garantir a chegada dos imunizantes no país.
Uma das compras que será investigada é a da russa Sputnik. Segundo o Estadão, foram 10 milhões de doses compradas pelo Governo Federal a US$ 12,60 por dose.
O Governo Federal assinou contrato com a União Química, sediada no Brasil e cujo dono, Fernando de Castro Marques, é ligado ao líder do governo, Ricardo Barros, e doou para a campanha de 137 candidatos em 2018, quando tentou ser senador. O preço negociado com o laboratório pelo governo de Jair Bolsonaro é maior do que o que o Consórcio do Nordeste conseguiu.
O grupo de governadores da região do Nordeste comprou a Sputnik por US$ 9,95 a dose. Além disso, o Consórcio do Nordeste negociou as vacinas diretamente com o Fundo Soberano Russo, sem intermediários. Em nota neste domingo, Ricardo Barros anunciou que está disponível a prestar esclarecimentos na CPI da Covid. (Varela Net)



