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Cruz das Almas: Professores e servidores municipais decidem paralisar atividades por 24 horas 

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada na quinta-feira, dia 09/05, em formato virtual, professores da rede municipal de ensino e demais servidores da Prefeitura de Cruz das Almas decidiram por maioria paralisarem suas atividades por 24 horas com indicativo de greve, após o Governo Municipal se recusar a negociar a pauta de reivindicações da categoria.

Os trabalhadores reivindicam pela reestruturação da carreira do magistério e dos demais segmentos. A proposta inclui a reforma dos estatutos, cumprimento da lei municipal nº 2318/2013 que obriga a prefeitura a cobrir 30% no valor da mensalidade do plano de saúde dos servidores, progressão horizontal de 3%, enquadramento e regência de classe para professores com alunos portadores de deficiências, redução da carga horária de servidores que possuem dependentes especiais, cumprimento dos direitos às licenças-prêmio, em pecúnia e férias, e respeito a jornada de trabalho dos contratados.

De acordo com Carlos Augusto, atual representante da APLB-Sindicato – Cruz das Almas e do SINDSEMC – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Cruzalmenses, vai fazer 4 anos que os sindicatos cobram por negociações, mas o retorno não veio. Apesar do prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos) ter assinado um termo de compromisso antes mesmo do início de sua atual gestão, em nenhum momento seu governo demonstrou vontade de valorizar os servidores.

A paralisação é geral e acontece no dia 16 de maio, quinta-feira, momento no qual não haverá expediente em nenhum órgão da prefeitura. Nesse dia, todos os servidores se encontrarão às 09 horas na Câmara de Vereadores para um café da manhã e discussão das reivindicações. Serviços essenciais à população serão mantidos de forma reduzida.

A direção da APLB e SINDSEMC estão atentas para coibir assédio e perseguição nos locais de trabalho, diante das ameaças para servidores não participarem da paralisação com as chantagens de colocar falta nos mesmos. Se houver pressão ou descontos desse dia nos contracheques dos servidores, a sociedade poderá ver claramente a forma truculenta de como os servidores são tratados pelo prefeito Ednaldo Ribeiro.

Ao final da assembleia, Carlos Augusto, fez um apelo pela união da categoria. Ele lembrou que a defesa dos interesses dos efetivos, contratados e aposentados sempre foi o centro da atuação dos sindicatos. Augusto ponderou também que divisões podem enfraquecer a mobilização em um momento crucial para o futuro das carreiras, e que não há sobre a mesa nenhuma proposta do Governo Municipal.

Texto: Ivisson Costa

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