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Câmara de Cruz das Almas confere título de cidadão ao empresário Alipinho

Neste último 30 setembro, o braço varejista das Indústrias Doce Mel, o Mercado DFábrica, fez chegar a Cruz das Almas a sua loja de número 29.

O empresário Alípio Alves de Oliveira Júnior, o Alipinho, será um cidadão cruzalmense,  conforme proposição do vereador Raimundo de Gino (DEM), aprovada pelos seus colegas na Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Cruz das Almas. As informações são do site 2D.

A solenidade de entrega acontece no plenário da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (04).

Desde a edição deste ano, da Série A do Campeonato Baiano de Futebol,  que o Doce Mel Esporte Clube adotou o Estádio Municipal Carmelito Barbosa Alves (Barbosão), como sede dos jogos em que o clube é mandante.

Neste último 30 setembro, o braço varejista das Indústrias Doce Mel, o Mercado DFábrica, fez chegar a Cruz das Almas a sua loja de número 29.

Ainda em fevereiro deste ano, Alipinho foi à rede social se manifestar sobre a chegada da equipe a cidade. “O Doce Mel, clube que está na Série A do Campeonato Estadual, escolheu Cruz das Almas, cidade do recôncavo baiano, como sede da equipe. E a receptividade desse povo carismático e acolhedor tem me deixado feliz e entusiasmado”, comemorou o empresário.

Menino investidor

“Desde cedo, ele já tinha o jeito dele de ganhar dinheiro. Com a mesada de painho, ele já comprava produto para vender”, lembra a irmã Vana Leal, sobre um Gordinho que sempre foi inquieto e fazia das suas mesadas capital de giro.

Vana, junto com Célio e Estermira, formam a tríade de irmãos de Alípio Alves Oliveira Junior, filhos do casal Alípio e Nilzoleta, a Dona Nil.

Sonho empreendedor

Inquietude que recua aos tempos de escola, em Salvador, aos 15 anos de idade. Como registra o próprio Alipinho. “Eu comprava produtos ali nas feiras de Salvador e levava para o interior para vender”, lembra.

“Eram relógios, canetas a até roupas”, detalha Alipinho.  “Cheguei até o segmento de sonorização, montando trios elétricos”, acrescenta.

Inquieto ainda hoje.  Aos 57 anos de idade, completos neste último dia 16 de junho, se divide na gestão das Indústrias Doce Mel, que tem unidades fabris em Pernambuco e na Bahia. Ainda arruma tempo para tocar as 28 unidades do braço varejista de suas indústrias, o Mercado DFábrica, nascido há três anos em Brasília.

Ainda sobra energia para colocar em campo uma carreira de empreendedor esportivo, com o Doce Mel Esporte Clube, time que chegou a primeira divisão do futebol baiano em 2020.

A inquietude empreendedora do Gordinho tem história, nome e DNA. Tem suas origens em Alípio, o pai, de quem ele herdou o nome e a vocação. Começa numa venda de Secos e Molhados, como se chamavam, à época, estes típicos mercadinhos de hoje.

Em 16 de Junho de 1952, no Distrito de Algodão, município de Ibirataia, onde nasceu Alípio Júnior, Alípio pai, então plantador de mandioca, deu vida a sua primeira empreitada no comércio, como varejista e atacadista.

Mas ficou pouco tempo naquele ramo, logo migrou para o segmento de tecidos e confecções, ainda em Algodão.

Em 1972, quando Alipinho tinha seis anos de idade, já em Ipiaú, Seu Alípio levantou as portas da Loja Nova, hoje Oliveira Tecidos. A família, definitivamente, se fixou na cidade.

Mas o Gordinho quis voo próprio. Com uma máquina despolpadora de frutas e quatro funcionários, em 1989, começou a produzir aquele que, inicialmente,  ficou conhecido como o Suco do Gordo.  “Nós armazenávamos em tambores e vendíamos para outras fábricas”, lembra Alipinho, sobre a sua experiência inicial.

Depois, arriscou chegar direto ao varejista e passou a entregar em lanchonetes de Salvador. “Não tinha dinheiro para pagar um motorista. Eu mesmo oferecia e fazia as entregas”, pontua.

Até que, em 1992, nasceu a Indústria Doce Mel. Hoje, além de Ipiaú, ela tem unidades fabris em Pernambuco e emprega mais de 700 pessoas, despontando com uma das principais de seu segmento no Brasil, com um diversificado mix de produtos que, além de 24 sabores de polpa de fruta, fabrica sorvetes, cremosinhos, vegetais congelados, sucos para consumo direto, pães de queijos e a Cachaça Flor de Lis.

Doce Mel na 1ª divisão 

Na decisão, depois de perder por 2 a 1 em casa, venceu o, até então, invicto Olímpia, em Salvador. Foi um inapelável e fulminante 3 a 0. Era 26 de maio de 2019, o Doce Mel Esporte Clube voltou para Ipiaú com a taça de Campeão Baiano da Série B de 2019 e como novo integrante da elite do futebol baiano.

Ali, Alípio, que já havia inscrito e escrito seu nome como um dos mais bem sucedidos empresários da terra que vive há 50 anos, colocou sua digital nas quatro linhas. Como empreendedor esportivo, foi protagonista do mais importante feito da história do esporte em Ipiaú.

Numa parceria com o Jequié Esporte Clube, o Doce Mel vem participando do campeonato baiano, na sua versão feminina. O time já chegou a semifinal.

As partidas de ida da competição acontecerão no próximo sábado, às 15h, com os seguintes confrontos: Juventude e Bahia, no Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, e Doce Mel e Vitória, no Waldomiro Borges, em Jequié.

No masculino, além da equipe principal, a categoria sub-20 também participou do campeonato baiano.

Na linha do tempo, essa história recua aos anos de 2009 e 2010, quando o time disputou pela primeira vez a Série B do campeonato baiano. Mas o fez fora dos seus domínios, se obrigando a disputar as partidas em estádios de outras cidades, vez que as administrações municipais não adequavam às condições do estádio local, o Pedro Caetano, as exigências da Federação Baiana de Futebol.

Situação que inviabilizou que o time seguisse disputando os campeonatos profissionais.  O projeto foi interrompido e só pode retornar em 2019. Mas seguiu em campo a Escolinha de Futebol Doce Mel, projeto social da indústria de Alipinho.

E hoje, mesmo há dois anos na primeira divisão, a equipe seguiu com dificuldades de jogar no Estádio de sua cidade. Mas foi recebida de braços abertos em Cruz das Almas, que promoveu as reformas em seu estádio municipal e o habilitou para o time pudesse realizar seus jogos pela Série A do Campeonato Baiano de Futebol.

Mercado DFábrica

Mas a dinâmica do mercado industrial e varejista obrigou o Gordinho a um novo passo. Impôs-se a criação de uma ponte, de ligação direta entre a Doce Mel e o seu mercado consumidor.  Assim, surgiu o Mercado DFábrica, braço varejista da indústria, em 2018.

A princípio, em quatro pequenas e experimentais lojas no capital federal, Brasília. Para depois chegar até a Bahia. Hoje, são 29 unidades, além de Brasília, as lojas estão em Jequié, Cruz das Almas, Lauro de Freitas, Salvador, Ilhéus, Ipiaú, Itabuna, Ibirataia, Ubaitaba, Teixeira de Freitas, Barra Grande, Itacaré, Coroa Vermelha, Eunápolis, Porto Seguro, Arraial D’Ajuda ,  Itagibá e Santo Antônio de Jesus, a mais recente inaugurada.

Alipinho reconhece o desafio de expansão, tendo em vista o ambiente de crise econômica e de pandemia. “Olha, desafiador, conseguir este nível de expansão, inaugurar 28 lojas em apenas três anos. Mas vamos em frente, apostando, principalmente, na economia de nossa região e seguir gerando empregos”, observou o empresário.

O Mercado DFábrica trabalha com toda linha de produtos Doce Mel e com outras marcas, como Doces Vieira, Bem Brasil, DaVaca e Seara Gourmet. (Blog do Valente)

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