Whake: da produção de beats à imersão no new age como caminho de cura

O percurso de Whake no cenário musical teve início em 2020, com foco inicial na produção de beats. Suas composições instrumentais começaram a circular em plataformas de nicho, como SoundCloud e Audiomack, mas, em pouco tempo, o artista buscou uma inserção mais ampla. Ainda naquele ano, a distribuição de seu catálogo foi expandida para grandes plataformas de streaming, como Spotify e Apple Music, estabelecendo os primeiros pontos de contato com ouvintes internacionais.
Após um período de pausa que compreendeu o ano de 2021 e os meses iniciais de 2022, o retorno de Whake aos lançamentos oficiais marcou uma ruptura estética significativa. A nova fase abandonou as batidas iniciais em favor de uma sonoridade voltada à meditação e à contemplação. Essa transição para o gênero new age foi motivada por questões pessoais: para o artista, a música passou a exercer um papel terapêutico fundamental no enfrentamento de quadros depressivos, refletindo uma busca por cura por meio do som.
A necessidade de maior controle sobre a própria obra levou à criação do selo Whake, no final de 2022. A iniciativa consolidou uma estrutura de gestão independente, permitindo ao músico centralizar processos que antes poderiam estar fragmentados. Por meio do selo, Whake passou a coordenar diretamente a distribuição de seus fonogramas, o controle de direitos autorais e o planejamento de lançamentos, garantindo que a autonomia administrativa acompanhasse sua liberdade criativa.
Atualmente, a identidade sonora do projeto é marcada pelo uso de sintetizadores suaves e camadas de texturas ambientais que priorizam o relaxamento. Embora o new age seja o eixo central de sua produção, há influências perceptíveis da música eletrônica contemporânea e do pop instrumental. O resultado são composições que, apesar da complexidade estrutural, buscam transmitir simplicidade, fluidez e acolhimento ao ouvinte.



