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Arena Fonte Nova passa a se chamar Arena Acelen Fonte Nova após novo acordo comercial

Acelen Arena Fonte Nova - Foto: Divulgação | Acelen

A Arena Fonte Nova, em Salvador, tem um novo nome comercial. A partir de um acordo de naming rights com a Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, o estádio passa a se chamar Arena Acelen Fonte Nova. A parceria foi anunciada nesta segunda-feira (19) e amplia a presença da companhia no esporte e no entretenimento baiano.

O acordo aproxima a marca de energia de um dos principais espaços de eventos da Bahia. O estádio recebe partidas de futebol, shows nacionais e internacionais, além de grandes celebrações. A nova identidade começou a ser antecipada durante a partida entre Bahia e Flamengo, disputada no domingo (18), pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, mensagens nos painéis da arena e elementos visuais em azul deram pistas sobre o anúncio. Até o momento, a empresa não divulgou os valores financeiros nem o prazo de duração do contrato.

Nova identidade preserva a história da Fonte Nova
A mudança comercial mantém o nome Fonte Nova como parte central da identidade do estádio. Segundo a Acelen, a criação da nova marca levou em consideração a memória afetiva dos baianos e a importância histórica do equipamento. A proposta recupera os arcos da arena e preserva a tipografia original, incorporando a identidade visual da empresa sem apagar características presentes desde a inauguração do estádio, em 2013.

“Essa parceria nasce da nossa forte relação com a Bahia. A Arena Fonte Nova é um lugar de encontro, emoção e, acima de tudo, pertencimento. É um patrimônio dos baianos, dos brasileiros”, afirmou Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação, ESG e Desenvolvimento Territorial da Acelen. O lançamento também adota a assinatura “Toda energia tem uma fonte. A nossa é a Bahia”. A campanha explora o significado da palavra “fonte” e relaciona a identidade do estádio à atuação da companhia no estado. Além disso, a parceria prevê experiências relacionadas ao futebol, à música, ao entretenimento e aos grandes eventos realizados no local.

Por que a Fonte Nova terá um novo nome?
A chegada da Acelen ocorre após a suspensão do contrato de naming rights com a Casa de Apostas. Segundo as informações divulgadas, o rompimento está relacionado à Medida Provisória nº 1.394/2026, que teria proibido a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. O acordo anterior começou no início de 2024 e previa o pagamento de R$ 13 milhões por ano durante quatro anos, totalizando R$ 52 milhões. Com a suspensão, o estádio deixou de utilizar a marca da empresa de apostas e voltou a ser identificado como Arena Fonte Nova.

Antes disso, o estádio adotou o nome Itaipava Arena Fonte Nova, por meio de uma parceria com o Grupo Petrópolis. O contrato de naming rights durou dez anos, entre 2013 e 2023, e teve valor total divulgado de aproximadamente R$ 100 milhões.

Acelen já investiu R$ 4 bilhões na Bahia
Criada em 2021 pelo Mubadala Capital, braço de investimentos do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe naquele ano. Desde então, a companhia informa ter investido aproximadamente R$ 4 bilhões na modernização da unidade. Localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, a refinaria foi inaugurada em setembro de 1950. A empresa informa que a unidade tem capacidade para processar mais de 300 mil barris de petróleo por dia.

Segundo os dados divulgados pela companhia, a operação responde por cerca de 80% do abastecimento da Bahia, 42% do Nordeste e 14% da capacidade nacional de refino. A Acelen afirma que os investimentos buscam melhorar a eficiência operacional, a confiabilidade, a segurança e o desempenho ambiental da refinaria. A empresa também informa manter mais de 1,1 mil postos de trabalho diretos, aproximadamente 81% deles na Bahia, além de cerca de 3,5 mil empregos indiretos. Sua atuação no estado inclui iniciativas de qualificação profissional, educação e desenvolvimento comunitário.

Grupo City pode assumir a gestão da Arena Fonte Nova?
O atual contrato de Parceria Público-Privada (PPP) da Arena Fonte Nova tem vigência até 31 de março de 2028. O encerramento da concessão poderá abrir caminho para um novo processo de definição da administração do equipamento. O Grupo City, responsável pela gestão do futebol do Bahia, tem interesse em participar dessa disputa. No entanto, o acordo de naming rights com a Acelen não confirma qualquer mudança na administração do estádio.

Os direitos de nome permitem a exploração comercial da marca do equipamento, enquanto a gestão depende de outro tipo de contrato. Dessa forma, a entrada da Acelen como patrocinadora não significa, por si só, que o Grupo City assumirá o controle da arena.

Acelen Arena Fonte Nova – Foto: Divulgação | Acelen

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