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Corredora de 24 anos morre após desmaiar durante a Maratona de Nova York

Rachel Apa. Redes sociais

Uma corredora americana de 24 anos morreu após passar mal durante a Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, neste domingo (1). Rachel Apa desmaiou enquanto percorria o trecho final da competição, no Central Park, em Manhattan. Ela foi socorrida por pessoas que acompanhavam a prova e por equipes médicas do evento, mas não resistiu. Segundo o pai da jovem, Steve Apa, a causa da morte foi rabdomiólise, uma condição que provoca a destruição das fibras musculares e pode levar a complicações graves.

De acordo com o The New York Times, Rachel caiu por volta das 13h30. Uma assistente social que estava nas proximidades tentou ajudá-la, mas não encontrou pulso. Dois médicos que acompanhavam a corrida iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar. Na sequência, a equipe médica da organização chegou com um desfibrilador, e paramédicos a transportaram de ambulância para o Mount Sinai Medical Center. Os profissionais tentaram reanimá-la durante seis horas, mas a morte foi confirmada às 21h40.

O que é a Maratona de Nova York?

A Maratona de Nova York é uma das provas de corrida de rua mais tradicionais e conhecidas do mundo. Realizada anualmente, a competição tem percurso de 42,195 quilômetros e atravessa os cinco distritos da cidade: Staten Island, Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan, com chegada no Central Park. Em 2026, cerca de 60 mil corredores participaram da edição, que celebrou os 50 anos do atual trajeto.

A prova exige meses de preparação física e resistência dos participantes. Embora seja aberta a corredores amadores e profissionais, a distância percorrida impõe um esforço intenso ao organismo, especialmente ao sistema cardiovascular e à musculatura.

A causa informada pelo pai, segundo o The New York Times, foi a rabdomiólise. A doença ocorre quando há destruição rápida das fibras musculares, fazendo com que substâncias liberadas pelos músculos cheguem à corrente sanguínea. Em quadros graves, elas podem comprometer os rins, provocar alterações cardíacas e levar à morte. O problema pode estar associado a esforço físico extremo, desidratação e superaquecimento do corpo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Quem era a corredora?

Rachel era ex-jogadora de hóquei em campo da Universidade Bucknell e trabalhava como gerente de produto em uma empresa de componentes elétricos. Ela havia treinado durante meses para participar de sua primeira maratona e arrecadar fundos para a Parkinson’s Foundation, em homenagem ao avô, que morreu em 2022 em decorrência da doença.

A mãe da jovem acompanhava a prova e chegou a registrar a filha sorrindo durante o percurso. Rachel também trocava mensagens com o pai, que a incentivava à distância. Nas proximidades do fim da corrida, porém, deixou de responder. “É incompreensível. Saúde perfeita, forma física perfeita, 24 anos de idade”, lamentou Steve Apa ao The New York Times.

Em comunicado, a New York Road Runners (NYRR), organização responsável pela competição, lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da atleta.

Rachel Apa. Redes sociais

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