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PRF registra mais de 1.600 acidentes com motocicletas na Bahia

Segundo a PRF, entre janeiro e dezembro de 2025 foram registrados 1.658 sinistros envolvendo motocicletas nas rodovias federais da Bahia.

As motocicletas seguem entre os modais mais vulneráveis no trânsito. A combinação de alta exposição do condutor e práticas de risco, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e falta de equipamentos de proteção, agrava os índices de letalidade nesse tipo de ocorrência.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre janeiro e dezembro de 2025 foram registrados 1.658 sinistros envolvendo motocicletas nas rodovias federais da Bahia, que deixaram 1.863 pessoas feridas e 179 mortas.

Já nos primeiros quatro meses de 2026, foram atendidos 555 sinistros envolvendo esses veículos, com 655 feridos e 55 mortes. Isso representa quase metade dos sinistros nas rodovias federais da Bahia e mais de 30% das mortes.

Ainda de acordo com a PRF, as Brs 324, 116 e 101 lideram o ranking das rodovias com mais colisões envolvendo motocicletas. Os trechos que cortam Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista ocupam as primeiras posições das ocorrências envolvendo veículos de duas rodas.

Outro dado verificado no balanço registra que 75% dos envolvidos nos sinistros são do sexo masculino e 544 motociclistas não possuíam habilitação para dirigir veículo automotor.

Fatores de riscos para acidentes

Entre as principais causas verificadas, destacam-se acessar a via sem observar a presença de outros veículos, com 290 registros, seguidas pela ausência de reação do condutor, com 205 colisões, e reação tardia ou ineficiente do condutor, com 168 sinistros.

As três situações estão geralmente relacionadas à falta de atenção na condução dos veículos, que tem sido ocasionada principalmente pelo uso do celular.

Outro fator de risco verificado pela PRF é o trânsito de motocicletas no corredor entre veículos de grande porte, como ônibus ou caminhões. Esse comportamento nas rodovias é agravado devido ao deslocamento de ar entre os veículos e à velocidade adotada pelos condutores, que por vezes perdem o controle da moto e acabam sendo atropelados.

Além disso, quem dirige veículos maiores é afetado pelo ponto cego, que ocorre quando o motorista não consegue enxergar no retrovisor quem está muito próximo dele, o que aumenta o risco para quem está sobre duas rodas.

De acordo com a PRF, andar muito próximo à traseira de caminhões e ônibus aumenta o risco de colisões, pois pode não haver tempo para reação no caso de um desses veículos frear ou desviar de algo sobre a pista, como um buraco ou outro objeto. Veículos de carga oferecem também risco de arremesso de pequenas partes da carga (como grãos), bandagens de pneus e até mesmo peças que podem se soltar.

O não uso ou o uso inadequado do capacete potencializa as lesões e o risco de morte em sinistros envolvendo as motos, além de ser uma infração de trânsito. Em 2025, nas rodovias federais da Bahia, foram registradas 3.923 infrações pelo não uso do capacete por ocupantes de motocicletas.

Atento a esta situação, durante as abordagens, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que tem dedicado atenção especial aos condutores de motocicletas e similares. Seguindo o planejamento feito com base em levantamentos estatísticos de sinistralidade, blitzes têm sido realizada com frequência ao longo de pontos estratégicos das rodovias do estado, focada em fatores que visem a diminuir a quantidade de motociclistas feridos e mortos.

Além de inibir o trânsito das motos entre os veículos – quando em velocidade incompatível – os policiais também estão atuando na fiscalização do uso de celulares e do não uso do capacete, além de coibir outras irregularidades de trânsito como dirigir sem possuir habilitação e transitar com o veículo em mau estado de conservação.

Aratu On.

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