
A jovem Paloma Silva Gomes, 21 anos, que teve 30% corpo queimado em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, vivia um relacionamento com Saymon, 18, suspeito de atear fogo nela após não aceitar o término do namoro. Segundo informações da família, a vítima era impedida de sair de casa e foi proibia até de visitar a própria família.
Geysiane Pedrosa, irmã da vítima, afirma que Saymon também controlava o celular e as redes sociais da companheira. Na manhã da última segunda-feira (26), após uma discussão motivada pela tentativa de Paloma de terminar o relacionamento, ele jogou gasolina nela e ateaou fogo na jovem, provocando queimaduras graves.
“Ele não deixava ela sair de casa, tinha ciúme abusivo, tomava conta das redes sociais dela, do celular dela. Em momento algum ela estava com o celular dela. As redes sociais dela eram controladas por ele”, relatou Geysiane. O comportamento do rapaz já preocupava os familiares, que tentavam alertar Paloma. Os dois namoravam há um ano, mas a jovem enfrentava dificuldades para romper o vínculo.
Segundo Geysiane, o ex-namorado também já havia agredido Paloma dentro da casa da mãe dela. “Era um comportamento que já vinha preocupando a gente da família. Nós já alertávamos, dávamos conselhos”, lembra. Paloma e Saymon discutiram na manhã da última segunda-feira (26) porque ela queria terminar o relacionamento. Durante a briga, o rapaz saiu do local e voltou com gasolina.
Enquanto a jovem estava de costas, ele jogou o combustível sobre ela e ateou fogo. Ao sentir o líquido, Paloma pensou inicialmente que fosse água, mas percebeu logo em seguida que o corpo estava em chamas. A jovem tentou apagar o fogo sozinha, jogando baldes de água sobre o corpo. As queimaduras de segundo e terceiro graus atingiram as costas, os seios, os braços e as mãos.
Paloma chegou a ficar internada na sala vermelha do Hospital de Base de Vitória da Conquista, mas foi transferida para Salvador para continuar o tratamento. Após o ataque, o suspeito fugiu e está foragido.
Família faz campanha de arrecadação
Diante dos custos com a transferência e o tratamento, os familiares de Paloma organizaram uma campanha de arrecadação financeira para ajudar nas despesas. Nas redes sociais, Geysiane pediu apoio para a recuperação da irmã.
“Esse crime que aconteceu com minha irmã Paloma pegou nós todos da família de surpresa. Agradeço pelo apoio de cada um nesse momento delicado que estamos passando”, escreveu.
As contribuições podem ser feitas pela chave Pix (CPF) 109.697.245-00.
Correio.



